O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que gosta do presidente Lula (PT), mas que a eleição no Brasil “parece ter sido fraudada”.
“Passou uma impressão muito ruim. A eleição, a maneira como os votos foram contabilizados, sabe? Com a prorrogação do horário de votação, foi muito estranho”, disse Trump nesta segunda-feira (26), sem apresentar provas de irregularidades.
A declaração foi dada após horas de silêncio do republicano sobre o resultado da votação deste domingo (25). Ao ser questionado se pretendia tomar alguma medida em relação às eleições brasileiras, Trump afirmou que é o presidente dos Estados Unidos, não do Brasil.
“Gosto de Lula, me dou muito bem com ele, mas a prorrogação concedida foi muito estranha”, disse. “Achei que foi uma situação muito ruim. Não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada. Foi uma imagem péssima para o mundo. As eleições precisam ser incontestáveis, e aquilo me pareceu muito ruim. Pareceu tão, tão corrupta, tão terrível.”
Em entrevista à CNN Brasil, Celso Amorim, assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, criticou as declarações de Trump e afirmou que quem tentou interferir nas eleições brasileiras foi a Meta, gigante de tecnologia dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, em referência às acusações de que a empresa teria favorecido a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) ao restringir o alcance de publicações de Lula (PT) nas redes sociais.
A postura de Trump no segundo turno contrasta com a adotada no primeiro. No dia 4 de outubro, quando Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula, o republicano elogiou a rapidez da apuração dos votos no Brasil e usou o exemplo para criticar o sistema eleitoral americano.
Na publicação, chegou a confundir o Brasil com a Índia, erro que corrigiu posteriormente. No dia seguinte, Trump também comemorou o desempenho de Flávio nas urnas, classificando o resultado como uma “grande vitória”.
Para o brasilianista americano Brian Winter, editor-chefe da revista Americas Quarterly, a declaração de Trump não demonstra reconhecimento da vitória de Lula, mas sinaliza um distanciamento da família Bolsonaro.
“A parte fundamental não era ‘fraudada’, era ’não tomei partido’, afirmou, em referência à insistência do republicano em dizer que não havia apoiado formalmente nenhum dos candidatos, apesar das críticas ao processo eleitoral brasileiro.
O governo Trump resolveu segurar a publicação de um comunicado parabenizando a população do Brasil pela eleição após Flávio declarar que não reconhecia a vitória de Lula e pedir a anulação do pleito.
What do you feel about this post?
Like
Love
Happy
Haha
Sad
