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O que se vê nos bastidores da política, depois das eleições e até mesmo antes delas, é um discurso de que estaria sendo criado um adversário direto para o prefeito Andrei Gonçalves em 2028, tendo Juvenilson Passos como personagem-chave dessa narrativa.

Agora, após as eleições, esse discurso ganha ainda mais força: o de que Andrei teria criado o próprio concorrente para 2028. Mas será que isso é verdade? Ou será apenas desespero, falta de argumentos e dificuldade em reconhecer o mérito de Juvenilson Passos?

Se Andrei é diretamente apoiado pelo governador Jerônimo Rodrigues, que é do PT, Juvenilson Passos também pertence ao mesmo partido e foi o deputado estadual mais bem votado aqui na região do Vale do São Francisco. Vale a pena lembrar disso.

E existe ainda um ponto que precisa ser considerado: seria uma grande traição política do próprio governador Jerônimo Rodrigues se, em algum momento, ele deixasse de apoiar Andrei Gonçalves. Afinal, Andrei deu o sangue e fez campanha por Jerônimo como se estivesse fazendo campanha para ele mesmo. Esteve ao lado do governador, trabalhou pela sua eleição e colocou sua força política à disposição daquele projeto.

Da mesma forma, não podemos esquecer que Andrei também ajudou muito Juvenilson Passos durante a campanha. Então, sinceramente, eu não acredito que o governador Jerônimo Rodrigues ou o próprio Juvenilson teriam essa coragem de construir um cenário de confronto direto com Andrei Gonçalves.

E não se trata apenas de uma questão de lealdade política. Existe também uma questão eleitoral. O povo acompanha, observa e, no momento certo, pode devolver essa resposta nas urnas. O eleitor sabe quem esteve ao lado de quem, quem ajudou, quem participou e quem foi parceiro nos momentos decisivos.

Por isso, será mesmo que Juvenilson Passos estaria almejando um cargo na Prefeitura de Juazeiro, com o objetivo de se tornar prefeito? Ou será que tudo isso não passa de especulações maldosas, interpretações equivocadas e uma narrativa desesperada de quem não conseguiu superar o resultado das urnas e ficou atrás da votação de Juvenilson?

Os discursos que vimos nos últimos dias são marcados pelo ódio e pelas acusações. Há quem sugira, mesmo sem citar nomes diretamente, que determinados candidatos teriam sido favorecidos pela Prefeitura e que outros precisaram disputar contra a chamada máquina do dinheiro.

Eu discordo desse tipo de discurso. Acredito que, na política, precisamos ter maturidade para compreender e separar as coisas. Não precisamos criar inimigos por livre e espontânea vontade.

O discurso de Juvenilson, por sua vez, segue uma direção completamente diferente. Basta observar que ele parabenizou todos os candidatos: Roberto Carlos, Zó e até mesmo Jordávio Ramos, que pertence à oposição.

Afinal, a alegria de uma vitória deveria ser justamente essa: comemorar a própria conquista e, ao mesmo tempo, reconhecer e parabenizar aqueles que também venceram. Não se deve comemorar sobre os ombros dos outros, diminuir conquistas alheias, ridicularizar resultados ou alimentar narrativas de competição dentro da própria Prefeitura.

O que vimos nestas eleições para deputado foi, na minha avaliação, uma demonstração de que Juvenilson Passos se mostrou o mais preparado, o mais maduro e o mais consciente entre os envolvidos nesse cenário político.

Essa é a minha opinião.

Marcelo Barbosa

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